Tecnologia OLED

14/03/2008 Sem Comentários por
 

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A tecnologia OLED, cuja sigla significa Organic Light Emitter Diode (Díodo Orgânico Emissor de Luz), foi criada em 1970 pela Kodak e pretende ser a nova geração de ecrãs de alta definição, ultra-finos e de baixo consumo de energia para qualquer aparelho digital (televisores, telemóveis, computadores, aparelhagens, etc).

Actualmente já é usado por algumas empresas, tais como a Samsung Electronics, a Sony, a Kyocera, Reigncom, a Apple e a Kodak, com os seus monitores OLED, TV OLED, leitores de música e vídeo, câmaras digitais, telemóveis, entre outros.

Os OLEDS têm basicamente a mesma estrutura que os LEDs mas diferem no tipo de material utilizado, pois recorrem a materiais plásticos ou outros produtos orgânicos para formar os dois “lados” da luz. Estes díodos orgânicos são compostos por moléculas de carbono que emitem luz ao receber uma carga eléctrica. São directamente aplicados sobre a superfície do ecrãn, através de um método de impressão e são acrescentados filamentos metálicos para conduzirem os impulsos eléctricos a cada célula.

A imagem seguinte representa a estrutura de um OLED:

OLED Estrutura

A tecnologia OLED tem algumas características muito interessantes, face às outras tecnologias utilizadas maioritariamente nos aparelhos digitais (plasmas e LCD). Uma delas é o facto de possuir luz própria, não precisando de luz de fundo nem de luz lateral, permitindo deste modo um contraste melhor e imagens muito mais nítidas. O facto de não necessitar de luz de fundo, traduz-se numa redução de 40% de consumo de energia (face aos LCD’s) e uma diminuição da quantidade de materiais usados na sua construção, fazendo com que seja possível criar écrans com apenas 3mm de espessura.

Outro aspecto importante, comparando com o LCD, é o chamado “preto real”. Ao não polarizar os díodos orgânicos, a luz própria passa a ser uma luz obscura deixando o ecrã preto, verdadeiramente negro, o que também se traduz numa grande redução de custos em relação à energia, quando em modo StandBy.

O facto de usar materiais plásticos ou orgânicos torna os ecrãs extremamente leves, finos e flexíveis. O material orgânico utilizado permite também melhorar o campo de visão do telespectador, que pode ver perfeitamente de qualquer ângulo as imagens exibidas, aumentando assim o tempo de resposta. Também são écrans que têm uma maior latitude de suporte a temperaturas frias e quentes.

No entanto, como todas as tecnologias, esta também tem as suas desvantagens.

Apesar de existir há mais de 30 anos, o OLED é ainda uma tecnologia a dar os primeiríssimos passos, o que significa que os fabricantes ainda estão a tentar melhorar os sistemas de produção para tentar minimizar os custos de produção. O principal problema da produção em série é que o fabrico de ecrãs OLED necessita de “salas limpas”, pois a presença da mínima humidade ou sujidade (pó), mesmo que imperceptível ao olhar humano, afectam gravemente o processo de fabrico da tecnologia OLED. Essas salas terão de ser construídas de raíz e terão de ser equipadas com sistemas de purificação de ambiente e sistemas de acesso controlados, que são extremamente caros e que acabam por se reflectir num preço muito elevado do produto final.

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