Os casamentos e os impostos

26/03/2008 Sem Comentários por
 

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Ontem, ao passar os olhos por um jornal de ocasião, houve um artigo que me chamou à atenção pela forma directa, assertiva e perfeitamente certeira com que toca na ferida de Portugal, a qual se resume a uma quase inexistente noção de cidadania, de dever cívico e a uma enorme mentalidade de “impostos? que todos os paguem menos eu!”

Mas nada melhor que ler o artigo em questão:

“Muitos casamentos e um funeral”

“Portugal passou o dia de ontem a discutir o controlo fiscal dos casamentos. De advogados a fiscalistas, de politicos a noivos, todos comentaram o caso como se de uma brincadeira de lua-de-mel se tratasse. Um discurso alarmista e medíocre que faz as delícias dos vigaristas encartados. Para estes, apesar de muito do apoio chegar de gente que – atendendo ao que diz – ou já é concorrente na actividade de vigarizar ou anda a tentar sê-lo, a verdade é que, nestas alturas, qualquer ajuda é melhor do que ter as Finanças à perna. Mais perfeito ainda é o casamento entre os que gozam sózinhos os milhões que roubam ao que é de todos (os impostos), e os papalvos que, mesmo roubados, ainda os defendem sempre que as autoridades decidem fazer o que lhes compete. Casamentos por conveniência de uns e burrice ou interesse de outros, em que a única factura é o lento funeral de um país que vive a reclamar justiça e reclama da justiça sempre que alguém tenta aplicá-la” – Rui Hortelão (Director-Adjunto do Diário de Notícias)

Quanto a mim, aplaudo de pé o que este senhor escreveu!!!

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