Hugo Chavez 0 – Democracia 1

13/11/2007 Sem Comentários por
 

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O que se passou:

O Presidente Hugo Chávez, depois de no primeiro dia da Cimeira Ibero-americana, que decorreu no Chile, ter feito um discurso polémico onde atacou os EUA, o presidente brasileiro Lula da Silva e chamou “fascista” a Aznar, voltou este sábado, perto do final da cimeira, a repetir as críticas ao ex-primeiro-ministro espanhol, apoiado pelo seu homólogo nicaraguense, Daniel Ortega, e pelo secretário executivo do Conselho de Ministros de Cuba, Carlos Lage, referindo-se várias vezes a José Maria Aznar como “fascista”, acusando-o de apoiar o golpe de Estado que, em Abril de 2002, afastou Chavez, temporariamente, do poder.

No sábado, Hugo Chávez tentou retorquir ao actual chefe do governo de Espanha, José Luís Rodríguez Zapatero, quando este pediu a Chávez para respeitar Aznar.

Face aos ataques de Chávez, o rei Juan Carlos I de Espanha chegou a afirmar “porque não te calas?!”, dirigindo-se directamente ao presidente venezuelano. Mas o líder venezuelano recusou o repto, o que levou o monarca a abandonar a sala da cimeira por alguns minutos.

A minha opinião:

Tenho pena do pacato povo da Venezuela que, sem perceber bem como (suponho eu), acabou por eleger um governante que de carismático apenas tem a parte negativa.

Se toda esta pirotecnia do Sr. Hugo Chavez fosse feita para criar benefícios das condições sociais daquele povo, para diminuir os desequilíbrios sociais da população, talvez até se justificasse, se dita de forma mais diplomática, mas a verdade é que é uma pirotecnia que roça a paranóia, típica dos déspotas cuja sede de poder os faz imaginar um inimigo mortal em cada esquina, um traidor em cada critica.

Precisamente por isso é que é curioso ver um Presidente como o Sr. Hugo Chavez acusar terceiros de fascistas, quando é ele mesmo que, além de mexer na Constituição de seu país em proveito próprio, ainda quer agredir países vizinhos.

Foi ele que não renovou o contrato de concessão à emissora televisiva mais antiga da Venezuela, apenas porque não gostava das críticas que lhe eram feitas e da posição que aquela estação televisiva tinha tomado na altura da tentativa de golpe de Estado de 2002. Substituiu essa emissora por uma emissora controlada pelo governo, a TVes.

É ele que apelida as manifestações pacíficas de estudantes venezuelanos como sendo, e cito, “uma nova arremetida fascista”.

Um chefe de Estado que não sabe conviver com uma manifestação democrática está, óbviamente, a caminhar no sentido contrário da democracia. E o sentido contrário da democracia nada mais é que uma ditadura, e uma ditadura, seja ela fascista ou encapotada de outra ideologia, tem sempre os mesmos sacrificados: a população, a liberdade, o desenvolvimento cultural e económico. A ditadura é um regime que, comprovadamente, nunca trouxe progresso a nenhum país onde esteve instituída, antes pelo contrário.

Por outro lado um regime que controla todos os meios de comunicação ou de informação de uma sociedade é um retrocesso no desenvolvimento sadio dessa sociedade.

No fundo Hugo Chavez nada mais é que um homenzinho pequeno de virtudes e ainda mais diminuto na estatura moral. Os seus telhados de vidro são maiores e bem mais frágeis que aqueles das personalidades que tanto critica.

Fracos genes governam a Venezuela, nestes dias.

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