Fast Food de cultura literária

22/06/2007 Sem Comentários por
 

A verdade é que nem sempre há pachorra ( e dinheiro) para usufruirmos dos grandes clássicos da literatura.

E porque não devemos dar parte de fracos se porventura nos depararmos numa conversa com esses temas, deixo aqui uma forma resumida de mostrarmos a todos que afinal de contas somos pessoas culturalmente instruídas e que conhecemos bem os clássicos da literatura.

🙂

Guerra e Paz – Leon Tolstoi

Um chavalo não quer ir à guerra porque está apaixonado por uma gaja e devido a isso o Napoleão invade Moscovo. A gaja acaba por casar-se com outro fulano. Fim

Em Busca do Tempo Perdido – Marcel Proust

Um rapaz asmático sofre de insônias porque a sua mãe não lhe dá um beijo de boa noite. No dia seguinte o morcão do moço come um bolo e escreve um livro. Nessa mesma noite tem um ataque de asma porque a sua namorada (ou namorado?) se recusa a dar-lhe beijinhos. Tudo termina com um grande baile onde estão todos a cair de caquéticos. Fim

Os Lusíadas – Luís de Camões

Um poeta mirolho com insônias decide aborrecer a môna ao Rei e resolve contar-lhe uma história de marinheiros que, depois de alguns problemas logo resolvidos por uma deusa boa “comó” milho, ganham um lugar no paraíso numa ilha cheia de mulheres boazonas em topless. Fim

Madame Bovary – Gustave Flaubert

Uma dona de casa decide pôr os palitos ao marido e vai daí “come” o padeiro, salta no leiteiro, pincha no carteiro, esfrega-se no merceiro e pápa um vizinho cheio de graveto. Depois de tanta farra entra em depressão, envenena-se e morre. Fim

Romeu e Julieta – William Shakespeare

Dois teenagers marados apaixonam-se, mas as suas famílias proíbem o marmelanço e os diferentes familiares pegam-se todos à porrada e à biqueirada e acabam todos lixados. É então que um padreco snifado resolve ter uma ideia idiota o que faz com que os dois pombinhos acabem por morrer depois de beberem veneno a pensarem que era Lorenin. Fim

Édipo-Rei, Tragédia Grega – Sófocles

Um maluco não ouve o que um cegueta lhe diz e acaba por matar o seu pai, por se apaixonar pela mãe e por furar os próprios olhos. E é graças a este cromo que, séculos depois, surge a psicanálise que, apesar de não resolver nada, custa-nos também os “olhos da cara” em cada consulta. Fim

Hamlet – William Shakespeare

Um príncipe com problemas de sono resolve passear pelas muralhas do castelo quando lhe aparece o fantasma do pai e lhe diz que tinha sido morto pelo tio que anda a comer a sua mãe, cujo homem de confiança é o pai da namorada, que entretanto comete suícidio ao saber que o príncipe matou o seu pai para se vingar do tio que tinha matado o pai do seu namorado e que dormia com a mãe. Assim, o príncipe mata o tio que anda a comer a mãe depois de falar com uma caveira e morre assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que era doida e que tinha cometido suícidio. Fim

Othelo – William Shakespeare

Um rei lorpa tem, um amigo muito filho da p…. que só pensa em fazê-lo de parvo. O tal “amigo” não consegue o lugar no governo que pretendia e resolve vingar-se do rei, convencendo-o de que a rainha andava a ser comida por outro. O burro do rei acredita na lenga-lenga e mata a rainha apenas para mais tarde descobrir que afinal não era cornudo mas apenas otário por ter acreditado no “amigo”. Para compensar a burrice manda prender o “amigo” e fica o resto da vida a chorar pelos cantos. Fim

Devaneios, Humor
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