Orangotang ao vivo

1 08 2008

Ontem fui ao Cais de Gaia ver aquela que, para mim, é a melhor banda portuguesa dos últimos 10 anos.

Estava frio mas mesmo assim muitos se reuniram e esperaram para ver uma banda da qual já falei e recomendei várias vezes neste blog (escrevam Orangotang na caixa de pesquisa).

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O seu som é excelente e merece verdadeira atenção de todos aqueles que gostam de boa música cantada em português de Portugal.

O novo álbum vem a caminho e as músicas que ouvi estão muito boas. Podem ver mais sobre a banda no seu Hi5 e ouvir trechos do novo albúm no seu MySpace.

Como bónus ainda tive o prazer de conhecer os membros da banda e de ter o meu CD autografado. Obrigado a todos!

Fomos excelentemente recebidos (fui com a namorada, claro) e quanto ao concerto apenas duas palavras: excelente e soube a pouco!!  (ok, são 5 palavras, aliás mereciam muitas mais).

Para quem não esteve lá, aqui ficam algumas das fotos (só mesmo algumas e reduzidas) que tirei do concerto.

(cliquem para aumentar)

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Ultima dica: para aqueles que andam sempre a perguntar "ah e tal, mas eu não consigo comprar os albúns dos Orangotang em lado nenhum!"

A resposta está aqui: www.cdgo.pt (nem precisam sair de casa, enviam para todo o país).



Mix Turtle

28 07 2008

Um site excepcional para ouvires e pesquisares aquelas músicas que mais gostas ou as que já não encontras fácilmente.

A grande vantagem é que funciona bem e podes ouvir as músicas na íntegra.

Podes também criar playlists e guarda-las em disco.

(clica para ires ao site)

Mix Turtle



Coldfinger, a discografia

25 04 2008

 

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Miguel Cardona e Margarida Pinto são a cara do projecto Coldfinger, que em 1998 apresentou as primeiras maquetas à editora Nortesul. O músico tinha acabado de deixar os Blasted Mechanism e viu nos Coldfinger uma possibilidade de dar azo à sua criatividade e o resultado foi a produção de sonoridades que podem ser definidas, acima de tudo, como diferentes.

O conjunto de músicas em carteira foi aumentando e quando o repertório adquiriu uma extensão considerável o grupo partiu para a estrada, tendo passado pelos festivais do Sudoeste e Vilar de Mouros, pelas Noites Ritual Rock, Hard Club, e ainda pelo Lux, onde fizeram a abertura do espectáculo para Goldie, no decorrer de 1999.

Com o tempo, o número de seguidores da banda foi aumentando consideravelmente, ao que se juntou o apoio incondicional da crítica, que louvou sobretudo a originalidade do projecto.

 

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Ainda em 1999, os Coldfinger entraram em estúdio e deram início às gravações do seu registo de estreia, intitulado "EP 01", que incluiu os temas "Contratempo", Shapeless", "Plummy", "Scrubber" e "Punch’ In". Miguel Cardona ao falar dos temas dos Coldfinger, comenta que "as músicas reflectem um enorme grau de intimidade e andam sempre à volta de sentimentos". Sentimentos transmitidos na voz de Margarida, uma espécie de elemento unificador entre toda a tecnologia presente nos registos.

 

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Para a gravação de "Lefthand" (2000), o primeiro longa-duração, Miguel Cardona e Margarida Pinto contaram com a colaboração de Adriano no contrabaixo, Francisco Rebelo (Cool Hipnoise) no baixo e contrabaixo, Alexandre Frazão na bateria e DJ Cruzfader no scratch e sampling, e participações especiais dos Lisbon City Rockers e Arkham Hi-Fi.

Ao longo das quinze faixas que dão forma a "Lefthand", cruzam-se os caminhos do hip hop, do drum n’ bass e do breakbeat, sempre orientados pela voz condutora de Margarida Pinto. Para além de "Beauty Of You", o primeiro cartão de visita do álbum, que serviu inclusivamente de banda sonora a uma campanha publicitária da Telecel, fazem parte do registo temas como "The Tree And The Bird" e "Para Um Poema", cuja letra inclui excertos do poema "Adiamento", de Álvaro de Campos.

 

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Alguns dos temas do álbum de estreia foram, posteriormente, remisturados e deram origem a um EP, que foi sucedido em Julho de 2002 por novo álbum de originais, intitulado "Sweet Moods and Interludes".

 

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Em 2007 os Coldfinger regressaram diferentes com o albúm "Supafacial". Logo ao início, o tema que dá nome ao albúm indicia-o.

Mas a diferença não significa desconexão ou radicalismo. Há evolução, relação, acima de tudo há uma ligação às raízes que se percebe aqui e ali nesta nova direcção.

Cinco anos depois do sublime “Sweet Moods and Interludes” (Lisbon City Records, Zona Música, 2002) e com nova formação (Margarida Pinto, Miguel Cardona, Nuno e Ruca), os Coldfinger assumem-se descaradamente como uma banda pop-rock; um rock desenfreado e amarrado na pressão fortíssima da electrónica que jorra por todo o “Supafacial”.

Menos introspectivos que nos discos anteriores, os Coldfinger lançaram-se num fórmula mais directa e imediata de fazer rock, num apelo brutal à pista de dança.

Felizmente mais pop que rock. Felizmente porque aos arranjos, só a voz luminosa de Margarida Pinto conseguiria dar a coesão final que se sente em “Supafacial”. Fantástica. Expressiva; é assim que a música em “Supafacial”, seja em tons ainda ambientais, em cenários mais disco ou em aproximações ao electropunk, ganha as cores vivas que tem.

No fim, a mudança transforma-se apenas em reinvenção. É um disco cheio de grandes vibrações, um disco cheio de grandes canções.