A gripe H1N1 e as crianças

09/10/2009 Sem Comentários por
 

O alarmismo em torno de uma eventual epidemia de Gripe A pode gerar muitas dúvidas e ansiedade nas crianças. E nos pais também.

Para evitar situações de angústia nas crianças, deve-se fazer com que elas se sintam seguras, explicando-lhes o que é a Gripe H1N1 e respondendo às suas perguntas de maneira simples e clara.

Deve-se também ensinar-lhes e promover as regras de higiene necessárias para se evitar o contágio:
– Lavar sempre as mãos;
– Evitar levar as mãos aos olhos, boca e nariz;
– Dormir bem;
– Alimentar-se bem;

No caso de existir suspeita de gripe a criança deve sempre ficar em casa e ser observada por um pediatra. Caso a criança manifeste sintomas da doença não deve ir à escola ou ao infantário. É importante que fique em casa, em isolamento, para evitar a propagação do vírus.

A ingestão de líquidos deve ser reforçada para evitar a desidratação e o apetite da criança deve ser respeitado.

As Escolas:
As previsões apontam para um contágio de 10% a 25% da população portuguesa, mas continua a haver grande incerteza quanto ao comportamento do vírus daqui a dois meses.

As escolas e outros estabelecimentos de ensino assumem um papel importante na prevenção de uma pandemia. Aos docentes cabe a tarefa de explicar às crianças as regras que devem ter em conta para evitar o contágio.

Sempre que um aluno apresente febre durante a permanência na escola, deve promover-se o seu afastamento das restantes crianças e deve contactar-se os pais.

A criança deverá ser imediatamente observada por um profissional de saúde.

Infantários e ATL’s:
Deve-se ensinar as crianças mais pequenas a esconder os espirros e a utilizar o mesmo lenço (sempre de papel) apenas uma vez. Devem ser desinfectadas todas as superfícies, desde as maçanetas das portas até aos brinquedos e outros materiais que as crianças partilhem. As medidas habituais de higienização devem ser reforçadas e as crianças devem lavar as mãos mais vezes.

Praias e parques infantis:
São os melhores sítios para levar as crianças.

Todos os espaços ao ar livre são recomendáveis porque reduzem as possibilidades de contágio. Os maiores problemas surgem em espaços fechados onde não exista uma circulação de ar eficaz.

Portanto, aposte em programas ao ar livre. Ainda assim, os parques infantis podem não ser a escolha ideal, já que existem muitas crianças juntas.

O vírus da gripe, como sublinha o pediatra Mário Cordeiro, transmite-se através da via respiratória: “Perdigotos, espirros, tosse, e mãos contaminadas, bem como através de brinquedos se ficarem contaminados com ranho ou perdigotos e forem tocados logo por outro”, refere.

O contacto natural dos miúdos, através das brincadeiras e miminhos, pode ser um factor transmissor importante. Por isso, esteja atento.

Centros comerciais:
É o último sítio para onde deve levar uma criança.

São locais fechados onde existe um grande número de pessoas. Espirrar num meio fechado – seja no cinema, no autocarro, no metro ou no centro comercial – “põe o vírus em circulação” e se houver ar condicionado (como nos aeroportos e nos aviões), “o vírus vai sendo sucessivamente bombeado e reciclado no sistema de ar, tornando o ar um verdadeiro aerossol de vírus, explica o pediatra Mário Cordeiro.

Depois há a consciência cívica. Estes espaços não devem ser frequentados por pessoas com sintomas de gripe – febre alta, tosse seca, espirros, dores de garganta, de cabeça ou de barriga, dores musculares ou cansaço – para não colocarem em risco a restante população.

Assim sendo, o melhor mesmo é esquecer as compras, caso se sinta doente ou caso o seu filho apresente sintomas. Se precisar de ir ao hipermercado, arranje alguém para tomar conta das crianças ou aproveite as horas em que elas estão na escola ou no jardim de infância para o fazer.

Hospitais e Centros de Saúde:
A Direcção-Geral de Saúde tem alertado, desde o início do surto de Gripe A, que quem apresente sintomas do vírus deve evitar ir aos hospitais. E o mesmo se aplica às crianças.

Ao primeiro sinal de alarme deve ligar-se para a Linha Saúde 24. Assim, caso tenha de ir ao hospital, já estará tudo pronto para garantir a sua segurança e a dos que o rodeiam.

Nestes períodos mais sensíveis, deve evitar levar as crianças aos hospitais a menos que seja estritamente necessário. “São locais onde existe muita gente em ambiente fechado. É um meio propício à transmissão de vírus”, sublinha a pediatra Arlete Crisóstomo. E é importante que se tente “protegê-las de pessoas constipadas”, acrescenta.

Os cuidados devem ser redobrados em crianças com doenças crónicas – cardiopatias, doenças pulmonares ou renais, cancros, desnutrição ou qualquer desequilíbrio metabólico –, cujo organismo é mais debilitado.

Entretanto, estão a ser criados sistemas de contigência para limitar a ida de crianças às urgências e para garantir a sua segurança caso sejam necessários cuidados hospitalares.

Fonte

Actualidades, Saúde
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