A falta de transparência da Apple

23/09/2008 Sem Comentários por
 

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De acordo com este artigo, a Apple não estará a ser completamente transparente, nem tão pouco coerente, com a forma como aceita (ou não) a publicação na AppStore das aplicações de terceiros.

As queixas de que não estarão bem definidas as regras sobre quais os tipos de aplicaçoes é que se podem ou não desenvolver para a AppStore leva a que várias empresas e programadores se tenham sentido frustrados e enganados pela Apple, após terem investido tempo e dinheiro em aplicações que depois não sendo aceites não lhes dão retorno do investimento.

E como não têm qualquer garantia mínima de que, caso desenvolvem mais uma aplicação, a mesma terá fortes possibilidades de vir a ser aceite, isso tem feito centenas de empresas e de programadores desistirem de investir na AppStore da Apple.

Isto é mau, principalmente para o utilizador final, que a ser assim irá ter uma AppStore com aplicações banais e com centenas de aplicações a fazerem exactamente o mesmo mas de maneira ligeiramente diferente.

É que no caso do texto acima, a razão invocada pela Apple para a recusa da aplicação (um Podcaster WiFi) foi a de que já existe um programa que faz isso, o iTunes, logo é concorrente e a Apple não quer concorrentes. Ora primeiro não é verdade, pois o iTunes não faz streaming de podcasts via WiFi, e segundo, por essa ordem de ideias também teriam de ter recusado todas as aplicações de calculadoras, de notas, de metereologia, etc, etc.

Mais uma vez se percebe que tudo não passa de uma atitude prepotente, caprichosa e incompreensível da Apple, e, acima de tudo, desrespeitosa para com os que investiram na criação de aplicações para a AppStore.

A Apple tem uma longa história a contruir ecossistemas fechados e por isso quem procura diversidade regra geral não escolhe Apple. Esse irá ser, quase de certeza, o principal motivo pelo qual a Apple não terá um sucesso tão grande quanto poderia ter.

Não tenho quaisquer dúvidas de que quando começarem a aparecer alternativas ao iPhone, (quase de certeza já em 2009), e a oferecerem um sistema de qualidade mas muito mais aberto, a Apple começará a ter dificuldades no mercado global.

Básicamente o que a Apple pretende é aplicar a receita do iPod no iPhone. Só que a Apple esquece-se que, contráriamente à realidade do que acontece nos leitores de MP3 e de vídeo, nos telemóveis já há muitos anos que existem plataformas abertas  onde os users podem instalar o que quiserem (o Google Chrome já chegou e o Google Android está a chegar).

Verifica-se assim que estão aqui em confronto duas ideias com fundações antagónicas, sendo verdade que a que subscreve os sistemas de plataforma aberta, históricamente sempre venceu.

Quando surgir o Windows Mobile 7 (já no início de 2009) e telemóveis como o HTC Toutch HD (entre outros da Nokia e da Samsung), a moda e deslumbramento pelo iPhone irá gradualmente desaparecer e a Apple, mais uma vez, continuará no lugar que ocupa de empresa de grandes ideias mas que, devido à sua ânsia de tudo controlar, acaba por dar tiros no próprio pé, nunca chegando a ser uma empresa tão grande e inovadora como poderia ser.

Ainda em relação ao texto de início e que despoletou toda esta polémica, quer-me parecer que a forma da Apple apreciar e aceitar, (ou não), as aplicações novas para aparecerem na AppStore, é a que está descrita no diagrama abaixo.

 

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