Televisão Digital Terrestre (TDT)

30 04 2009

TDT Televisão Digital Terrestre

No dia 29 deste mês a Portugal Telecom lançou oficialmente o piloto de Televisão Digital Terrestre em Portugal.

Numa primeira fase ficam já cobertos pelo sinal digital mais de 40% da população portuguesa, em 29 concelhos e ainda em muitas freguesias de outros concelhos.

Os 15 emissores que começaram hoje mesmo a transmitir o sinal digital são:

• Alto do Galeão (Darque – Viana do Castelo)
• Leiranco (Chaves)
• Monte da Virgem (Porto)
• Mangualde
• Penedo da Saudade (Coimbra)
• Trancão (Torres Novas)
• Sintra
• Monsanto (Lisboa)
• Benfica (Lisboa)
• Caparica
• Volta da Pedra (Palmela)
• Alto de São Pedro (Évora)
• São Miguel (Faro)
• Pico do Galo (Madeira)
• Barrosa (Açores – São Miguel)

Estes são os primeiros 15 emissores de uma rede que irá cobrir até ao final do ano aproximadamente 80% da população portuguesa.

O que é a TDT?

A Televisão Digital Terrestre é uma nova tecnologia para transmissão do sinal de televisão que usa antenas mas com sinal digital, em vez da actual teledifusão analógica, sendo baseada na norma DVB-T.

Esta nova tecnologia foi adoptada a nível internacional por permitir uma utilização mais eficiente do espectro radioeléctrico (a gama de frequências que pode ser usada por diversos sistemas de comunicações para transmissão de som, dados e imagem, como as redes móveis). Por isso mesmo a Comissão Europeia definiu 2012 como data limite para todos os Estados-membros “desligarem” as emissões analógicas (o chamado Switch off), libertando o espaço para outros serviços, como a emissão de TV em redes móveis.

A TDT permite ainda mais serviços associados à transmissão de sinal de TV, com melhor qualidade e ainda a possibilidade de serviços interactivos e a recepção de conteúdos em Alta-Definição.

Mas eu já tenho televisão digital. Quais são as diferenças?

Já existem em Portugal serviços de emissão de Televisão Digital, assegurada pelos suportes de redes de cabo coaxial (com os operadores de cabo), de redes telefónicas (em serviços de IPTV de operadores de comunicações) e de satélite, mas ainda não por difusão terrestre.

Ao contrário dos serviços referidos, o acesso aos quatro canais nacionais e a um quinto canal, de Alta Definição, será gratuito. Haverá ainda a possibilidade de subscrever canais pagos, mas essa licença não foi ainda emitida por estar embargada na justiça.

Quem já tem televisão por subscrição (cabo, IPTV ou Satélite) pode ter TDT?

Tal como acontece actualmente, toda a gente tem direito a visualizar gratuitamente os canais gratuitos (RTP, RTP2, SIC e TVI), mas terá de ter as condições técnicas para o fazer, com um televisor que possua descodificador ou uma set top box.

Quantos canais vou poder ver?

Nesta primeira fase, de emissão de TDT nos canais de acesso livre, estarão disponíveis no continente os quatro canais nacionais (RTP, RTP2, SIC e TVI), assim como a RTP Açores e RTP Madeira, nas regiões autónomas. Estará ainda disponível um quinto canal de emissões em Alta Definição que será partilhado pelos três operadores de TV.

Quando vão desligar as emissões analógicas (que sustentam a transmissão actual por via hertziana)?

A data marcada para o switch off (desligamento) das emissões analógicas é 2012. A comissão europeia tem deixado porém algum “espaço” para dar a Estados-membros mais atrasados na implementação da TDT flexibilidade para gerirem esta data.

O presidente executivo da Portugal Telecom garantiu porém esta semana que quer dar aos decisores a possibilidade de anteciparem esta data em um ano, desligando a televisão analógica em 2011, já que até 31 de Dezembro de 2010 a empresa conta ter todo o território coberto com a emissão digital. Isto não significa no entanto que o Governo decida antecipar a data.

A minha Televisão está preparada para a TDT?

Algumas marcas de televisores afirmavam nas características dos equipamentos que estes estavam preparados para a Televisão Digital, mas para sintonizar a TDT é necessário que os aparelhos suportem a norma DVB-T e a descodificação de vídeo MPEG-4/H.264.

A confusão levou mesmo a Anacom a emitir um alerta sobre esta questão antes da época de Natal, de forma a evitar compras logradas.

Quais os modelos e marcas que já suportam a norma usada em Portugal para a TDT?

Os modelos mais recentes de algumas das principais marcas já suportam a norma DVB-T e MPEG-4/H.264. Entre as marcas e modelos preparados contam-se a Samsung com alguns modelos de várias dimensões, alguns Sony Bravia série W e Z e alguns LCD da Philips. Os preços variam muito consoante a marca, o modelo e a dimensão do ecrã, mas pode encontrar aparelhos desde os 1.500 a mais de 3 mil euros.

A minha Televisão não está preparada para a TDT. O que tenho de fazer?

Para sintonizar a TDT nos aparelhos de TV mais antigos será necessário usar uma caixa descodificadora (uma set top box), semelhante à que já hoje é usada nos serviços de televisão por cabo ou de IPTV. Vão estar disponíveis caixas mais básicas, que apenas descodificam o sinal, mas também aparelhos mais avançados que permitem a gravação de programas.

Quanto vão custar as caixas descodificadoras (set top boxes)?

A Portugal Telecom afirma que as caixas mais básicas terão um custo que ronda os 50 euros, mas este pode chegar ao triplo do valor para as boxes mais avançadas.

Onde vamos poder comprar estes equipamentos e como podemos reconhecê-los?

As caixas descodificadoras vão ser comercializadas por vários fabricantes nas lojas de retalho, não sendo distribuídas apenas através da rede da PT.

A Portugal Telecom está a estudar uma forma de certificar os equipamentos, para que os clientes saibam que estão a comprar uma box que permite acesso à TDT sem problemas.

Vai ser necessário fazer instalação em casa?

Não está prevista a necessidade de instalações adicionais. O objectivo é de que os sistemas sejam fáceis de instalar, sendo o próprio cliente a ligar a box e a fazer a sintonização.

O descodificador para canais livres (set-top-box) também vai descodificar os canais pagos e vice-versa, ou teremos de ter várias set-top-boxes?

Um descodificador exclusivamente de canais livres não consegue descodificar os canais pagos pois necessita de um módulo extra que lhe permite dar a acesso aos conteúdos pagos. Não é uma questão de descodificação mas sim uma questão de acesso aos canais.

Terá de se ser incorporado um módulo extra nos descodificadores em si, assim como um cartão de acesso que identifica o utilizador para que seja possível validar que o cliente é realmente subscritor de canais pagos.

É preciso fazer mudanças a nível das antenas? As antenas de TV funcionam para a TDT? E no caso das antenas colectivas? Os amplificadores terão de ser configurados para os novos canais?

As antenas que recebam sinal na banda V do UHF (banda de frequências 606 a 862MHz) estão preparados para receber TDT visto que o canal de operação do serviço é o 67 que corresponde à frequência central 842 MHz.

Relativamente às antenas colectivas, terá que existir uma modificação caso os amplificadores apresentem filtros de canal para as frequências do serviço de TV analógico. A questão aqui não está nos amplificadores mas sim nos filtros que restringem, para eliminar ruído de sinal que prejudica o serviço, a recepção às frequências de canais analógicos.

Estas soluções colectivas, caso estejam a usar os respectivos filtros, necessitarão de uma ampliação de mais um filtro para a frequência 842 MHz (Canal 67 do UHF).

Vai ser preciso uma set top box para cada TV?

Sim. Cada televisão necessitará de um descodificador de TDT.

As set top boxes vão ser subsidiadas?

Vai haver alguma subsidiação, mas talvez não de forma generalizada. A PT prevê no seu projecto de negócio a subsidiação das boxes para uma faixa da população mais carenciada e o ministro Mário Lino tem vindo a garantir que o Governo está a estudar os vários cenários para a subsidiação dos equipamentos, que pode ser directamente ou através de benefícios fiscais.

A TDT tem Guia Digital de Programação?

Sim, esta é uma das vantagens da TDT face às emissões analógicas. Os telespectadores vão poder ver mais informação sobre o programa que está a ser transmitido, qual a sua duração e o programa seguinte, para além de estar previsto também um portal de programação, acessível através da TV.

A TDT suporta interactividade?

Existem algumas limitações à interactividade na TDT, já que esta exige um canal de retorno, que poderá ser suportado por uma ligação ADSL. Há ainda a possibilidade de usar meios alternativos para envio de informação do utilizador à operadora, como os SMS.

Está prevista a possibilidade de Vídeo on Demand na TDT?

Dependendo das condições, poderá existir a possibilidade de fornecer serviços de Video on Demand sobre a TDT, mas esta questão está ainda a ser estudada.

Fonte

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O que é o vírus A/H1N1 ?

30 04 2009
Vírus H1N1
Vírus H1N1

Os pesquisadores já catalogaram o vírus da gripe suína como A/H1N1.

O H1N1 é o vírus comum da gripe humana. Vários subtipos de vírus já foram encontrados nos porcos, como o H1N2, o H3N1 e até o H3N2, que passou dos humanos para os porcos.

Segundo as autoridades de saúde o maior risco da transformação do actual surto em uma epidemia mundial – uma pandemia – não está na infecção de seres humanos por porcos mas na transmissão entre humanos, o que acontece quando o vírus sofre mutações e podendo então tornar-se bastante mais agressivo.

O que significa A/H1N1?

A letra A indica o tipo mais variável de vírus, ou seja, o tipo de vírus com potencial de fazer adoecer o maior número de pessoas. Os vírus da gripe humana são classificados em A, B ou C, de acordo com esse critério.

A letra H, de H1N1, é a inicial de hemoglutinina, uma proteína localizada na superfície externa do vírus e que ele utiliza para se fixar nas células humanas. O nome vem da aglutinação das células do sangue.

A letra N, de H1N1, é a inicial de neuraminidase, uma proteína que quebra os açúcares da célula atacada pelo vírus, de forma a esta libertar novos vírus.

Como as duas proteínas estão localizadas no lado externo do vírus, são elas que o nosso sistema imunológico detecta e as que os cientistas procuram atingir na busca de formas de matar o vírus.

Existem 16 tipos de hemoglutinina e 9 tipos de neuraminidase. Apenas as hemoglutininas 1, 2 e 3 ocorrem nos seres humanos (daí os H1, H2 e H3 nas denominações dos vírus). Da mesma forma, apenas as neuraminidases N1 e N2 são frequentes no ser humano.

Os outros tipos são encontrados em aves. Como as aves não ficam gripadas – os vírus atacam seu sistema digestivo e não o sistema respiratório – as aves migratórias misturam e disseminam os vírus à escala mundial.

Remédios contra a gripe suína

A Organização Mundial da Saúde afirmou que dois dos medicamentos avaliados para serem utilizados contra o novo vírus da gripe suína – o amantandine e o remantandine – mostraram-se completamente ineficazes.

Contudo o vírus, aparentemente, poderá ser combatido com o uso de dois outros medicamentos – o oseltamivir e o zanamivir. Medicamentos feitos com esses dois princípios activos estão em comercialização hoje, com os nomes comerciais de Tamiflu e Releza, respectivamente.

Não há vacina disponível para o vírus. As actuais vacinas contra a gripe não imunizam contra o A/H1N1. Como é um vírus novo a quase totalidade da população ainda não possui imunidade natural contra ele, o que aumenta o seu poder de infecção e a possibilidade de causar complicações sérias.

Fonte

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Os 6 níveis de alerta de pandemia da OMS

30 04 2009
Margaret Chan - OMS

Margaret Chan - OMS


A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o nível de alerta para a fase 5, o segundo nível mais alto da escala, como resultado do surto de gripe suína, confirmou em Genebra a directora-geral da organização, Margaret Chan. O critério principal para anunciar um nível de alerta destes é o facto de a doença ter desenvolvido dois focos autónomos em dois países diferentes.

Subir para o nível 5 de alerta pandémico significa que a OMS considera que existem fortes indícios de que uma pandemia pode estar iminente. O nível cinco significa que existem surtos de maiores dimensões mas que a transmissão entre seres humanos é ainda localizada, o que indica que o vírus está ainda a adaptar-se de forma gradual ao hospedeiro humano mas ainda não conseguiu um nível de transmissão considerado como eficaz.

Os 6 níveis de alerta de pandemia da OMS:

Nível 1

Nenhum vírus influenza animal a circular entre animais causou infecções em humanos.

Nível 2

Vírus influenza animal causou infecções em humanos e é por isso uma ameaça potencial de pandemia.

Nível 3

Vírus influenza animal ou humano-animal causa esporádicos casos em pessoas, mas sem transmissões humano-humano, excepto em circunstâncias específicas.

Nível 4

Transmissão entre humanos de um vírus influenza animal ou humano-animal capaz de causar um surto ao nível da comunidade. “A capacidade de causar surtos sustentáveis da doença numa comunidade marca uma alteração significativa no sentido ascendente sobre o risco de pandemia”.

Nível 5

O mesmo vírus que causou surto ao nível da comunidade registado em dois ou mais países de uma região. “Enquanto que a maior parte dos países não serão afectados nesta fase, a declaração de Fase 5 representa um sinal forte de que uma pandemia pode estar iminente e que o tempo para finalizar a organização, comunicação e implementação das medidas de mitigação previstas é curto”.

Nível 6

O vírus causa surtos sustentáveis ao nível da comunidade em mais do que uma região. “A designação desta fase indica que uma pandemia global está em curso”.

Fonte

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